terça-feira, 27 de maio de 2008

A propósito do "criar ou recriar"

Em Moçambique, temos várias Agências de Publicidade. Duas das quais disputam o lugar de a mais criativa agência no país. E parece que vale tudo!! Plágios e etc...

Quando pensávamos que estavamos diante de uma campanha inovadora, fresca, criativa e original, damos de cara com sites como estes:

http://www.mikasounds.com/us/

http://www.youtube.com/watch?v=Sv8GtSR8jTo&feature=related

Aaaahhhhh!!! Quem imitou a quem??

Se calhar o criativo ou o recriador tenha tido o azar, Segundo freud, ou sorte de visitar uma das páginas de web acima mencionadas.

Anyway, criar ou recriar. Ou simplismente plagiar, que é mais grave!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Criar ou recriar

É possível ser-se criativo sem ver o trabalho de outros?

Pergunto isso porque li algures uma frase de Freud: "A maior punição que a divindade envia para alguém que escreve é ter de ler os trabalhos de outros".

Aplicando este raciocínio ao criativo, diríamos que a maior punição para um criativo seria ver o trabalho de outros!?

Já lhe ocorreu que às vezes, ver um trabalho e comentar:
"ah! eu ia fazer isso mesmo para aquela campanha!?";
"ooops! preciso criar outra coisa, afinal essa ideia já existe!"; ou,
"mas eu tive essa ideia primeiro!"; ou então,
"Se não foi coincidência, o plágio foi dele!"??

Criar também envolve o ser original, ser novo! Senão seria recriar.
Já agora, o que seria recriar?

MN

Frase do mes

"O trabalho é um dever social, um dever humano nesta terra, uma manifestação da força criativa do homem, do seu poder de subjugar a natureza."

Ben Gurion

Feliz dia do trabalhador!!

Criar dá trabalho!

A vocês companheiros, sucessos na carreira e na constante luta pela conquista de direitos!!
Direitos?? Temos direitos?
Se criar dá prazer, os criativos não precisam de férias, precisam de trabalho. Se assim não fosse, o que fariam nas férias? buscar prazer e diversão? Se já os têm ao longo do ano, i.e. durante a produção de ideias:)?

Assumindo que criar dá prazer, todos os dias bebo de fontes de prazer. A tirar férias, teria que fazer algo diferente, e tendo logo a buscar outras fontes de prazer...!? Socorro, estou sempre a trabalhar!!

Deve ser por isso que nunca tive férias!

Pois é, ser criativo não é fácil. "Mas quem disse que a vida é fácil?"

quinta-feira, 17 de abril de 2008

E ainda um porém

Já agora, faz-se importante clarificar uns conceitos que nos podem deixar confusos!!
É comum confundir-se língua com dialecto.

Há quem chama dialecto ao Chissena, Makonde, N'Dau e várias outras línguas nacionais... eu disse línguas nacionais???
Vejamos o que é uma coisa e outra:

Dialecto e lingua - A palavra dialecto, derivada do grego diálektos ou pelo latim dialectu, é a linguagem derivada de uma lingua principal. Qual é a lingua principal de onde derivam as linguas faladas em Moçambique, com excepção do swaili, de que derivam algumas poucas mais ao sul, as outras não derivam de lingua nenhuma. Por isso, não são considerados dialectos, mas linguas regionais. Atenção... que na Beira, tanto se fala Chi-sena, como o N'Dau. A primeira, mais usada a norte da Beira, para os lados de Cheringoma (Inhaminga) e mesmo na margem direita do Rio Zambeze, entrando por Mopeia, até Morrumbala, e a segunda na Beira e para sul da Beira, até ao Rio Save.
in http://groups.msn.com/CasteloRodrigoGuarda/dicionriodeafricans.msnw (17.04.2008... 18h)

Segundo o site na internet ciberduvidas.com existem 33 línguas em Moçambique.

Os interessados em informações adicionais sobre esta questão, acessem:

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=5664

Também colaquei aqui

Copiei algures na net e colei aqui no nosso sítio: o texto do Thiago Fonseca.
Quem não não bebeu do seu "Bazarketing", pelo menos leia este artigo:


tempero local
propaganda e macarrão
por Thiago Fonseca


Um publicitário num País Africano como Moçambique, tem de saber muito sobre massas. Em qualquer mercado, aliás. Mas, num mercado com as características do moçambicano mais ainda. Imagine um lugar no mundo, tribal ainda. Onde existem 60 dialectos locais como língua materna. Onde existem 18 milhões de pessoas onde apenas 5 milhões têm acesso à televisão.

Visto assim, parece uma equação bastante difícil. Mas, como nos anúncios em si, os publicitários arranjam sempre uma maneira de simplificar. Afinal, publicidade é isso. E, por isso, a maior parte da publicidade comunica com as massas em Português. Mas não é qualquer Português. É português com tempero local. Costumo referir-me ao nosso dialecto como Moçambiquês. Muito diferente do Português de Portugal por ser menos cantado, por ter fusões com os dialectos locais em inúmeras expressões da gíria.

O Brasil é um grande exemplo disso. Com o seu sotaque Brasileiro famoso e apreciado em todo o mundo Português.
O Moçambiquês é uma lingua cujo Pai é Branco, a Mãe negra e que possui ainda uma série de Tios da África do Sul Inglesa. Recentemente, o Moçambiquês se vem fundindo com o sotaque Brasileiro, pela influência das novelas da Globo e da Rede Record e Igreja Universal que têm bastante penetração no povo. Não é uma lingua. É um dialecto em permanente mutação e evolução. E por isso, um publicitário tem que estar ligado. Tem de ser mesmo um jornalista da vida. Não um purista linguístico. Nem um elitista.

Quem quer comunicar tem de entender como o texto escrito através das mensagens de celular está a ser transformado. Toda a gramática aliás. E ter percepção de tudo isso é MANINGUE importante. (Maningue, em Moçambiquês significa MUITO. É uma fusão do MANY Sul-Africano com o Changana - dialecto da Regão Sul de Moçambique. E faz parte da gíria popular diária. É uma expressão usada em todas as classes sociais).

Os publicitários que querem construir marcas fortes num mercado assim, tem de entender isso. Porque só assim, conseguem criar peças que comuniquem. E toda a gente sabe que é muito mais fácil entender alguém da própria tribo.
Uma marca que não fala com o consumidor dessa forma fica estranha. Distante.Não cria intimidade. E intimidade é tudo o que é preciso para se comunicar melhor.

Infelizmente, esta sensibilidade não existe na maior parte dos anunciantes e profissionais de Marketing. Principalmente dos que estão ligados a multinacionais e gerem marcas globais. Aqui prevalece a arrogância e o peso do tamanho contra a dimensão quase insignificante do mercado local. Mas, a prática demonstrou que marcas locais que comunicam usando o tempero local tem tido muito mais sucesso. Um exemplo é a operadora local mCel, que é líder no mercado e vem crescendo mais que a sua concorrente Vodafone, um líder mundial em telefone móvel. Um caso único de marketing e resultados. Essa operadora multinacional encontrou apenas dois mercados em África onde teve problemas. O primeiro, o Congo, devido à guerra e a instabilidade política. O segundo, Moçambique. Devido à guerra de marketing. Do marketing com tempero local.

Mas esta sensibilidade existe também além da publicidade. Um bom exemplo é o famoso escritor moçambicano Mia Couto. Que criou toda uma forma de linguagem usando o tempero local deliciosamente nos seus livros.
Num dos seus artigos, ele refere-se à Lingua Portuguesa de vertente moçambicana como sendo uma Língua Mulata.
“O segredo do nosso êxito como espécie humana vem da capacidade de produzir diversidade. Isso que é verdade para os humanos, é válido para as Nações. Ricas são as que reconhecem na sua diversidade uma condição de riqueza e não um problema a resolver.”

Por isso, acredito que esta percepção é válida para Moçambique, mas funciona em qualquer mercado ou regiões. Não se trata de exportar a campanha, mas sim o conceito. Um publicitário, tem de saber cozinhar campanhas com o tempero local. É o ingrediente essencial para quem lida com massas.

Thiago nasceu e cresceu em Moçambique. É director de criação na sua Agência. A GOLO Publicidade. Com um estilo próprio, que aposta na Localização, criou o conceito “Bazarketing” que busca o pensamento local no marketing. O conceito Bazarketing foi lançado no seu livro com o mesmo título publicado em 2004.

inhttp://www.revistameioemidia.com.br/revistamm.qps/Ref/RHSR-6Q7NUZ (16.04.08...17.39h)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

frase do mês

A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades.
Marxwell Maltz